Prática no Ensino em Filosofia
A escola em que o estágio foi realizado atende alunos em sua maioria de classe média, visto que sua localização se dá em um bairro nobre da Cidade de Campinas. A realidade social e familiar destes alunos privilegia o desenvolvimento dos alunos com mais facilidade, em detrimento de alunos em realidades menos favorecidas.
Ao acompanhar as atividades em sala de aula, pude perceber que o docente responsável pela disciplina de Filosofia apresentou-se bastante capacitado para executar a transmissão de seu conhecimento. Suas colocações eram claras e sempre muito objetivas. Salvo as suas qualidades, verifiquei que ele apresentava dificuldades para manter a classe atenta aos conteúdos, sobretudo quando se tratava de temas densos e especificamente teóricos.
Ao acompanhar as atividades em sala de aula, pude perceber que o docente responsável pela disciplina de Filosofia apresentou-se bastante capacitado para executar a transmissão de seu conhecimento. Suas colocações eram claras e sempre muito objetivas. Salvo as suas qualidades, verifiquei que ele apresentava dificuldades para manter a classe atenta aos conteúdos, sobretudo quando se tratava de temas densos e especificamente teóricos.
Diariamente,
repetia-se o mesmo ritual em todas as salas e classes nas quais lecionava: Ao
chegar, fazia a chamada, anunciava o tema a ser trabalhado no dia, fazia a
leitura do(s) texto(s) previamente preparado e finalmente concluía fazendo os
devidos comentários.
Verifiquei
também que o docente em questão não se preocupava somente com o conteúdo
aplicado ou meramente em manter os alunos atentos e interessados em suas
explanações, mas, sobretudo, preocupava-se em garantir que estes conseguissem
absorver e aplicar no cotidiano, o que na sala de aula aprendiam. Para ele, os
trabalhos apresentados em sala, não tinham validade quando o aluno não era
capaz de expor o conhecimento teórico aplicado à sua realidade.
Durante
o período de análise, observei que o docente utilizou músicas, poesias e até
mesmo fotos (revistas, jornais, desenhos) para aplicar o seu conhecimento.
Quando foi por mim indagado a respeito dessa prática, tive como resposta:
“Ensinar com qualidade é uma arte, mais ainda se ensinar por meio das
artes”
Observei que além da música, poesia, retratos, etc, o
professor não faz uso de outros materiais ou tecnologias para desenvolver os
conteúdos. Embora conhecedor de todas as vantagens de se utilizar computador,
slides, filmes, vídeos, alega não ter incentivo por parte da escola e nem
materiais necessários para aplicá-los.
De um modo geral o professor
consegue atrair a atenção dos alunos e mesmo com a utilização de pouca
tecnologia, é capaz de transmitir o conhecimento que lhe cabe.
Visando não ficar somente no campo
das observações no que diz respeito à relação professor – aluno e conteúdo,
entrevistei um aluno solicitando-lhe que me dissesse, em linhas gerias, suas
considerações a respeito do professor, do conteúdo e da didática.
Alegou o aluno que
embora a disciplina de Filosofia não seja a sua preferência e que tenha
dificuldade em compreender alguns textos, o professor atende às suas expectativas.
Segundo ele, “o professor é sempre muito dedicado e leva com seriedade a
profissão. Sua didática não difere das demais disciplinas, exceto quando leva
música para auxiliar na compreensão do tema trabalhado. A relação conosco é
muito tranqüila e recíproca. Sempre houve muito respeito de ambas as partes. Às
vezes há bastante conversa paralela, mas creio que isso se dá devido ao assunto
abordado, que por vezes acaba sendo um pouco exaustiva.”
No último dia
do de estágio, autorizado pelo docente, elaborei e apliquei a dinâmica do
desafio:
O objetivo da dinâmica foi levar aos
alunos a compreensão do quanto o medo dos desafios pode se apresentar como uma
barreira para o dia-a-dia e trata a coragem como virtude necessária que devemos
adquirir para enfrentar os desafios da vida.
Material
utilizado:
Caixa de bombom embrulhada em papel de presente.
Aplicação:
No início expliquei aos participantes que se
tratava de uma brincadeira e que dentro da caixa havia uma ordem que deveria ser
obedecida pelo participante que ficasse com a caixa quando a música que estava
tocando parece de tocar.
Fizemos um círculo e assim que a música começou
a tocar, pedi aos participantes que passem a caixa de presente.
Eu fiquei de
costas para não ver quem estava com a caixa e quando a música parava, eu
indagava o aluno:
Está
preparado? Ao abrir a caixa, independente de qual for a ordem, você terá de cumpri-la!
Deseja abrir ou
continuar?
Por não saberem o que havia na caixa, todos os
alunos pediam para continuar a brincadeira. Assim, a música voltava a tocar e
caixa continuava a passar de mão em mão.
Quando parei a música pela última vez e pedi ao
aluno que abrisse a caixa, a surpresa: Uma caixa de chocolate.
Para concluir a brincadeira, pedi aos alunos
que dissessem à sala a sensação de estar com a caixa em mãos, o porquê de terem
passado a diante e quais lições puderam absorver com aquela brincadeira.
Pude tirar duas conclusões importantíssimas a respeito da
dinâmica que realizei em sala de aula.
1º - A facilidade com que os alunos assimilam o conhecimento quando há possibilidade de ultrapassar o mundo das leituras, utilizando novos métodos e
tecnologias.
2º - Considerando o objetivo de cada dinâmica, quando aplicadas em
sala, podem desenvolver nos alunos: capacidade de argumentação, senso crítico, expressão,
raciocínio, relação interpessoal, desinibição, comunicação, etc.
Sugestões para aplicação em sala de aula ou para auxílio às aulas:
Livros:
Aprendizagem na Era das Técnologias Digitais. Editora Cortez, 2008.
Teorias Contemporâneas de Aprendizagem. Editora Penso, 2013.
Aprendizagem, Cultura e Tecnologia. Editora Unesp.
Games educativos:
http://www.sitedegames.com/educativos/
http://www.escolagames.com.br/
Vídeos:
https://www.youtube.com/watch?v=5Lm2O3Q56Wg
https://www.youtube.com/watch?v=XdY57PMsTsQ
Sites:
http://www.todospelaeducacao.org.br/
http://www.educacional.com.br/home/home.asp
Sugestões para aplicação em sala de aula ou para auxílio às aulas:
Livros:
Aprendizagem na Era das Técnologias Digitais. Editora Cortez, 2008.
Teorias Contemporâneas de Aprendizagem. Editora Penso, 2013.
Aprendizagem, Cultura e Tecnologia. Editora Unesp.
Games educativos:
http://www.sitedegames.com/educativos/
http://www.escolagames.com.br/
Vídeos:
https://www.youtube.com/watch?v=5Lm2O3Q56Wg
https://www.youtube.com/watch?v=XdY57PMsTsQ
Sites:
http://www.todospelaeducacao.org.br/
http://www.educacional.com.br/home/home.asp
Posted in : Educação | 0 Comments
EDUCAÇÃO AO LONGO DE TODA A VIDA
A educação ocupa cada vez mais
espaço na vida das pessoas à medida que aumenta o papel que desempenha na
dinâmica das sociedades modernas.
Este fenômeno tem várias causas.
A divisão tradicional da existência em períodos distintos — o tempo da infância
e da juventude consagrado à educação escolar, o tempo da atividade profissional
adulta, o tempo da aposentadoria — já não corresponde às realidades da vida
contemporânea e, ainda menos, às exigências do futuro. Hoje em dia, ninguém
pode pensar adquirir, na juventude, uma bagagem inicial de conhecimentos que
lhe baste para toda a vida, porque a evolução rápida do mundo exige uma
atualização contínua dos saberes, mesmo que a educação inicial dos jovens tenda
a prolongar-se. Além disso, a redução do período de atividade profissional, a diminuição
do volume total de horas de trabalho remuneradas e o prolongamento da vida após
a aposentadoria aumentam o tempo disponível para outras atividades.
Paralelamente, a própria
educação está em plena mutação: as possibilidades de aprender oferecidas pela
sociedade exterior à escola multiplicam-se, em todos os domínios, enquanto a
noção de qualificação, no sentido tradicional, é substituída, em muitos setores
modernos de atividade, pelas noções de competência evolutiva e capacidade de
adaptação (cf. capítulo quarto).
A Educação no coração da sociedade
A família constitui o primeiro
lugar de toda e qualquer educação e assegura, por isso, a ligação entre o
afetivo e o cognitivo, assim como a transmissão dos valores e das normas. As
suas relações com o sistema educativo são, por vezes, tidas como relações de
antagonismo: em alguns países em desenvolvimento, os saberes transmitidos pela
escola podem opor-se aos valores tradicionais da família; acontece também que
as famílias mais desfavorecidas encaram, muitas vezes, a instituição escolar
como um mundo estranho de que não compreendem nem os códigos nem as práticas.
Um diálogo verdadeiro entre pais e professores
é, pois, indispensável, porque o desenvolvimento harmonioso das crianças
implica uma complementaridade entre educação escolar e educação familiar. Diga-se,
a propósito, que as experiências de educação pré-escolar dirigidas a populações
desfavorecidas mostraram que a sua eficácia deveu-se muito ao fato das famílias
terem passado a conhecer melhor e a respeitar mais o sistema escolar.
Por outro lado, cada um aprende
ao longo de toda a sua vida no seio do espaço social constituído pela
comunidade a que pertence. Esta varia, por definição, não só de um indivíduo
para outro, mas também no decurso da vida de cada um. A educação deriva da
vontade de viver juntos e de basear a coesão do grupo que é confrontado com
múltiplas obrigações e que seriam particularmente bem-vindas soluções como o
trabalho por tempo reduzido, licenças por paternidade, licenças sabáticas ou
licenças para formação? Uma política do tempo de trabalho que tivesse em conta
estas necessidades,poderia
contribuir muito para conciliar
a vida familiar e a vida profissional, e para ultrapassar a divisão tradicional
de papéis entre homens e mulheres. Desde o começo dos anos oitenta André Gorz
lutou por uma redução substancial da duração da vida ativa. A proposta do
antigo presidente da Comissão Européia, Jacques Delors — é a de chegarmos a uma
duração da vida ativa de 40.000 horas até ao ano 2010 — sublinha a atualidade e
pertinência deste ponto de vista.
DA EDUCAÇÃO BÁSICA À UNIVERSIDADE
O conceito de uma educação que
se desenrola ao longo de toda a vida não leva o autor a negligenciar a
importância da educação formal, em proveito da não-formal ou informal. O autor
pensa, pelo contrário, que é no seio dos sistemas educativos que se forjam as
competências e aptidões que farão com que cada um possa continuar a aprender.
Longe de se oporem, educação formal e informal devem fecundar-se mutuamente.
Por isso, é necessário que os sistemas educativos se adaptem a estas novas
exigências: trata-se, antes de mais nada, de repensar e ligar entre si as
diferentes seqüências educativas, de as ordenar de maneira diferente, de
organizar as transições e de diversificar
os percursos educativos. Assim
se escapará ao dilema que marcou profundamente as políticas de educação:
selecionar multiplicando o insucesso escolar e o risco de exclusão, ou nivelar
por baixo, uniformizando os cursos, em detrimento da promoção dos talentos
individuais.
É no seio da família, mas também
e mais ainda, no nível da educação básica (que inclui em especial os ensinos
pré-primário e primário) que se forjam as atitudes perante a aprendizagem que
durarão ao longo de toda a vida: a chama da criatividade pode começar a brilhar
ou, pelo contrário, extinguir-se; o acesso ao saber pode tornar-se, ou não, uma
realidade. É então que cada um de nós adquire os instrumentos do futuro
desenvolvimento das suas capacidades de raciocinar e imaginar, da capacidade de
discernir, do senso das responsabilidades, é então que aprende a exercer a sua
curiosidade em relação ao mundo que o rodeia. A Comissão está bem consciente
das disparidades intoleráveis que subsistem entre grupos sociais, países, ou diferentes
regiões do mundo: generalizar o acesso a uma educação básica de qualidade
continua a ser um dos grandes desafios dos finais do século XX. É, de fato,
esse o sentido do compromisso que a comunidade internacional subscreveu por
ocasião da Conferência de Jomtien: porque a questão não diz respeito apenas aos
países em desenvolvimento, é necessário que todos dominem os conhecimentos
indispensáveis à compreensão do mundo em que vivem. Este empenho deve ser
renovado, prosseguindo com os esforços já empreendidos. Jaques Delors pensa,
porém, que deve constar da agenda das grandes conferências internacionais do
próximo século um empenho semelhante a
favor do ensino secundário. Este deve ser concebido como uma
“plataforma giratória” na vida
de cada um: é nessa altura que os jovens devem
poder decidir em função dos seus
gostos e aptidões; é aí, também, que podem adquirir as capacidades que os levem
a ter pleno sucesso na vida de adultos. Este ensino deve, pois, estar adaptado
aos diferentes processos de acesso à maturidade por parte dos adolescentes, que
variam conforme as pessoas e os países, assim como às necessidades da vida
econômica e social. Convém diversificar os percursos dos alunos, a fim de
corresponder à diversidade dos talentos, de multiplicar as fases sucessivas de
orientação com possibilidades de recuperação e reorientação. Finalmente, Delors
defende vigorosamente o desenvolvimento do sistema de alternância. Não se
trata, apenas, de aproximar a escola do mundo do trabalho, mas de dar aos
adolescentes os meios de enfrentar as realidades sociais e profissionais e,
deste modo, tomar consciência das suas fraquezas e das suas potencialidades:
tal sistema será para eles, com certeza, um fator de amadurecimento.
Posted in : Educação | 0 Comments
EDUCAÇÃO INFORMAL
Este é um termo que possui muitas significações distintas. Autores como BRANDÃO (1985) definem a educação informal como sendo aquela que está relacionada com o processo “ livre” (não-institucionalizado) de transmissão de certos saberes, tais como: a fala comum a um dado grupo, as tradições culturais e demais comportamentos característicos das diversas comunidades presentes em uma sociedade. Outros autores, tais como FURTER (1978), utilizam outra terminologia: Educação Extra-Escolar. Tal terminologia designa, não só os processos educativos anteriormente mencionados, mas também todo e qualquer processo educativo ocorrido em instituições que não pertençam às Redes Escolares de Ensino (escolas federais, municipais e estaduais, além de escolas privadas credenciadas pelos órgãos educacionais competentes), tais como cursos ministrados por instituições cuja atividade-fim não seja a educação[1], ONG’S, e quaisquer outras instâncias educativas. Partindo do conceito acima analisado, podemos ser levados a crer que, não só os Cursos de Formação de Oficiais da PMERJ seriam instâncias de Educação Extra-Escolar, mas que outros “loci” de produção cultural realizariam este papel. Um exemplo disso pode ser encontrado no trabalho de FISCHER (2000), que realiza uma análise do modo segundo o qual a mídia interfere nas relações educativas, levando à criação de estereótipos que muitas vezes se contrapões às noções veiculadas pela escola. [1] Ao que tudo indica o objeto de estudo que nos propomos a pesquisar atende a esta classificação, pois a atividade-fim da PMERJ, seria prover serviços relativos à segurança pública, mas para tanto, tal instituição se vale de cursos internos de treinamento e qualificação de policiais.
Posted in : Educação | 0 Comments





