EDUCAÇÃO INFORMAL
Este é um termo que possui muitas significações distintas. Autores como BRANDÃO (1985) definem a educação informal como sendo aquela que está relacionada com o processo “ livre” (não-institucionalizado) de transmissão de certos saberes, tais como: a fala comum a um dado grupo, as tradições culturais e demais comportamentos característicos das diversas comunidades presentes em uma sociedade. Outros autores, tais como FURTER (1978), utilizam outra terminologia: Educação Extra-Escolar. Tal terminologia designa, não só os processos educativos anteriormente mencionados, mas também todo e qualquer processo educativo ocorrido em instituições que não pertençam às Redes Escolares de Ensino (escolas federais, municipais e estaduais, além de escolas privadas credenciadas pelos órgãos educacionais competentes), tais como cursos ministrados por instituições cuja atividade-fim não seja a educação[1], ONG’S, e quaisquer outras instâncias educativas. Partindo do conceito acima analisado, podemos ser levados a crer que, não só os Cursos de Formação de Oficiais da PMERJ seriam instâncias de Educação Extra-Escolar, mas que outros “loci” de produção cultural realizariam este papel. Um exemplo disso pode ser encontrado no trabalho de FISCHER (2000), que realiza uma análise do modo segundo o qual a mídia interfere nas relações educativas, levando à criação de estereótipos que muitas vezes se contrapões às noções veiculadas pela escola. [1] Ao que tudo indica o objeto de estudo que nos propomos a pesquisar atende a esta classificação, pois a atividade-fim da PMERJ, seria prover serviços relativos à segurança pública, mas para tanto, tal instituição se vale de cursos internos de treinamento e qualificação de policiais.
